"Eu vim para servir” Mc 10,45)

História da Diocese de Blumenau

Hostória da diocese

Dom Orlando, em 17 de fevereiro de 1995, enviou correspondência a Dom Eusébio Oscar Scheid, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, ressaltando que, “num passado não muito distante, Dom Gregório, Dom Afonso e Dom Tito fizeram levantamento de dados a este mesmo respeito. Os resultdos devem constar nos arquivos destas cúrias”. Os bispos, então, solicitaram os nomes das Paróquias da Arquidiocese que, segundo o parecer do Arcebispo, deveriam pertencer à nova Diocese. Expuseram sua intenção de levar o processo a Roma por ocasião da visita “ad limina” dos bispos catarinenses. Terminaram o mesmo documento, afirmando que “é óbvio e mais do que justo Brusque ficar pertencendo a Florianópolis e não ser anexada a Blumenau”.

A Dom Tito Buss, Bispo de Rio do Sul, solicita, igualmente, o Bispo de Joinville, os nomes das Paróquias que deveriam pertencer à futura Diocese de Blumenau, em correspondência também datada de 17 de fevereiro de l995. Dom Tito, em carta de 5 de março, responde dizendo: “Parece que não há dúvida que é pastoralmente aconselhável criar uma nova Diocese com sede em Blumenau” e que os municípios de Benedito Novo e Doutor Pedrinho (Paróquias de São Roque e Santa Maria) poderiam ser incluídos na Diocese a ser criada “exatamente por causa da situação geográfica”. Em 31 de agosto de 1995, a resposta de Dom Eusébio, cedendo cinco municípios com as respectivas Paróquias de Penha (Nossa Senhora da Penha), Piçarras (Nossa Senhora da Paz), Navegantes (Nossa Senhora dos Navegantes), Ilhota (São Pio X) e Luís Alves (São Vicente de Paulo).

No dia 9 de agosto, os padres da Comarca de Blumenau, reunidos na Paróquia Santa Terezinha, manifestaram por escrito seu apoio à criação da Diocese, região pertencente a Joinville e constituída dos municípios de Blumenau: Paróquias de São Paulo Apóstolo, Nossa Senhora Aparecida (Itoupava Norte), Nossa Senhora da Glória (Garcia), Santa Isabel (Progresso), Imaculada Conceição (Vila Nova), Cristo Rei (Velha), Santo António (Garcia), São Francisco de Assis (Fortaleza) e Santa Terezinha (Escola Agrícola); Gaspar (São Pedro Após­tolo); Pomerode (São Ludgero), Indaial (Santa Inês); Rio dos Cedros (Imaculada Conceição); Timbó (Santa Terezinha).

Dom Frei Carlos Schmitt e mais 18 padres assinaram a petição.

 

Uma comissão, eleita pêlos presbíteros da Diocese de Joinville e aprovada por Dom Orlando, esteve à frente dos trabalhos de elaboração do “Projeto de Desmembramento da Diocese de Joinville e a Criação da Nova Diocese”, composta dos monsenhores Helmuth Berkembrock e Irineu Lückmann e do Pe. Antônio Francisco Bohn. Esta comissão contou com a colaboração de entidades públicas, Arquivo Histórico, Cúrias Diocesanas de Joinville, Florianópolis e Rio do Sul e de todos os presbíteros da futura Diocese. Uma primeira reunião aconteceu na residência de Dom Orlando, em Joinville, já no final do ano de l 994, para dar os primeiros encaminhamentos. Reuniu-se, periodicamente, a comissão, a partir do mês de outubro de 1995, coletando dados, revisando informações, visitando as Paróqui­as, para chegar a uma proposta definitiva.

Em 16 de novembro, aconteceu a reunião da comissão com os Freis Caetano Ferrari e Augusto Koenig, representantes da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Bra­sil. Em 27 de dezembro, foi dado total apoio para a criação da Diocese, através de correspondência assinada por Frei Salésio Hillesheim, secretário geral da Província. O Definitório:

“deixa claro que apoia integralmente a ideia de que a atual Matriz São Paulo Apóstolo possa ser a igreja mais apropriada para a instalação da Catedral, deixando-a totalmente à disposição da Diocese”.

A comissão trabalhou até setembro de 1996, terminando o “Relatório para a Criação da Futura Diocese de Blumenau”, contendo 98 páginas. O pedido final, assinado em 30 de setembro por Dom Orlando Brandes, salienta “as razões pastorais e o bem da Igreja Local”, é endereçado ao Papa João Paulo II e foi entregue em Brasília, ao Núncio Apostólico, Dom Álfio Rapisarda. Como motivos principais foram apresentados os seguintes: 1) a região possui características próprias: culturais, geográficas e religiosas; 2) nos últimos 10 anos, verifica-se um crescimento populacional vertiginoso e uma forte migração do campo para a cidade, destacadamente, um movimento migratório proveniente do Oeste Catarinense e Paranaense; 3) a cidade de Blumenau é conhecida como a capital do Médio Vale do Itajaí; 4) pelas características geográficas homogêneas e pela facilidade de comunicação viária, meios de comunicação social; 5) praticidade pastoral e um melhor atendimento religioso; 6) as diferenças culturais entre Joinville e Blumenau; 7) a existência de verdadeiros “celeiros vocacionais”, onde a presença de um Bispo possibilitaria um crescimento maior de vocações e o cuidado mais intenso na formação do clero; 8) um contato maior do Bispo com as comunidades e um maior entrosamento pastoral; 9) elementos que proporcionam uma pastoral de conjunto, melhor atendimento das necessidades espirituais do povo e uma melhor organização eclesial (9).

Como resultado da solicitação, foi criada a Diocese no dia 19 de abril de 2000, pela Constituição Apostólica “Venerabiles fratres”, do Papa João Paulo II, com território desmembrado da Arquidiocese de Florianópolis e das Dioceses de Joinville e de Rio do Sul. Esta última, foi criada em 23 de novembro de 1968 pela Bula “Quam maxime”, do Papa Paulo VI.

Constituição Apostólica “Venerabiles Fratres”

A Diocese de Blumenau foi criada pela Constituição “Venerabiles fratres“, do Papa João Paulo II, no dia 19 de abril de 2000, que diz:

“João Paulo, Bispo, Servo dos Servos de Deus, para a memória do acontecimento. Os Veneráveis Irmãos Orlando Brandes, Bispo de Joinville, Tito Buss, Bispo de Rio do Sul, Eusébio Oscar Scheid, Arcebispo Metropolita de Florianópolis, ouvida a Conferência dos Bispos do Brasil, antes pediram desta Sé Apostólica que, separadas algumas circunscrições de seus territórios eclesiásticos, fosse fundada uma nova Diocese para atender melhor ao bem espiritual dos cristãos que aí moram. Nós, com prévio voto favorável do Irmão Álfio Rapisarda, Arcebispo Titular de Canne e Núncio Apostólico na mesma Nação, por Decreto da Congregação dos Bispos, julgamos dever-se conceder o postulado acima. Portanto, pela Nossa Suprema Autoridade, determinamos e mandamos o que se segue. Separamos um a um: da Diocese deJoinville, conforme é delimitado atualmente pela lei civil, o território integral dos municípios: Blumenau, Gaspar, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros e Timbó; da Diocese de Rio do Sul, o território integral dos municípios: Benedito Novo e Doutor Pedrinho; da Arquidiocese de Florianópolis, o território integral dos municípios: Ilhota, Luís Alves, Navegantes, Penha e Piçarras; e, assim, ajuntados os territórios, constituímos a nova Diocese Florumpratense, chamada em língua pátria, Blumenau, que é limitada pelos mesmos limi­tes dos municípios enunciados, como acima, conforme aparecem na lei civil, agora são determinados.

Assim, colocamos a sede fundada na cidade de Blumenau e aí situado o templo paroquial dedicado a Deus em honra do Apóstolo São Paulo, o elevamos ao grau e dignidade de igreja Catedral, ordenando que nele, conforme a norma do direito, se institua o Capítulo dos Cônegos. Além disso, fazemos a Diocese Florumpratense sufragânea da sede Metropolitana de Florianópolis e seu Bispo e submetemos temporariamente à jurisdição metropolítica do Arcebispo de Florianópolis. O restante seja regido conforme as leis canônicas. Estas coisas que determinamos sejam executadas, confiamos ao mencionado Núncio Apostólico, ou, na ausência dele, àquele que gere os negócios da Santa Sé no Brasil, a eles conferindo as necessárias e oportunas faculdades também de subdelegar, para efeito do que se trata, ou qualquer homem constituído na dignidade eclesiástica, imposto o ônus de remeter à Congregação para os Bispos o exemplar autêntico do ato da execução realizada, o quanto antes. Queremos, não obstante qualquer coisa em contrário, que esta Nossa Constituição seja ratificada agora e para a posteridade. Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 19 de abril, ano do Grande Jubileu do segundo milênio, vigésimo segundo do Nosso Pontificado. Ângelo, Cardeal Sodano, Secretário de Estado”.

A instalação da Diocese e a Posse de seu primeiro Bispo Diocesano, Dom Angélico Sândalo Bernardino, aconteceu no dia 24 de Junho de 2000.

Em 18 de Fevereiro de 2009, o Papa Bento XVI, acolhendo o pedido de renúncia do Governo Pastoral da Diocese, de Dom Angélico, nomeou como seu segundo Bispo Diocesano a Dom José Negri, até então, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Florianópolis, cuja posse aconteceu no dia 04 de Abril de 2009 na Catedral São Paulo Apóstolo.

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